Caso: Depressão
Testemunho: “ Ultimamente não me reconheço, tenho-me sentido cada vez pior. Antigamente o trabalho fazia-me sentir e a relação com as crianças, sou professor do secundário.
Parece que não sinto nada que não tenho sentimentos nem forças, tenho a sensação que já nem gosto da minha mulher nem dos meus filhos, acho que só lhes faço mal. O meu humor varia entre a irritação e a tristeza, implico com tudo: porque há barulho ou porque não há barulho, porque estamos atrasados ou porque chegamos a horas, assaltam-me ideias de suicidio porque já nada merece a pena, o que me impede é a ideia do que é que os meus pais pensariam; que me fizeram tanta falta na minha adolescência –estavam imigrados em frança- perdi o apetite e toda a comida me enjoa, e já parece que nem sou homem nem sou nada, gostava que a minha mulher se apaixonase por outro, ela merce menlhor. Estou cansado e não consigo dormir apesar dos medicamentos e do chá de cidreira.”
Testemunho: “ Ultimamente não me reconheço, tenho-me sentido cada vez pior. Antigamente o trabalho fazia-me sentir e a relação com as crianças, sou professor do secundário.
Parece que não sinto nada que não tenho sentimentos nem forças, tenho a sensação que já nem gosto da minha mulher nem dos meus filhos, acho que só lhes faço mal. O meu humor varia entre a irritação e a tristeza, implico com tudo: porque há barulho ou porque não há barulho, porque estamos atrasados ou porque chegamos a horas, assaltam-me ideias de suicidio porque já nada merece a pena, o que me impede é a ideia do que é que os meus pais pensariam; que me fizeram tanta falta na minha adolescência –estavam imigrados em frança- perdi o apetite e toda a comida me enjoa, e já parece que nem sou homem nem sou nada, gostava que a minha mulher se apaixonase por outro, ela merce menlhor. Estou cansado e não consigo dormir apesar dos medicamentos e do chá de cidreira.”
A Depressão é uma reacção a uma alteração quer interna quer externa. Do ponto de vista interno pode surgir ao longo do desenvolvimento baseada em problemáticas organicas com potencial actualizado por uma dinamica familiar ou social, são denominadas as Depressões Endógenas e caracterizam-se por personalidades com fundo depressivo mais acentuado nos chamados “timidos” que as caracteristicas da introversão diminuem o contacto com o exterior em que frustrações, recentimento e zangas são internalizadas e alimentam sentimentos de desvalorização da autoestima e vitimização.
Estas depressões aparecem mais frequentemente no final da adolescência e inicio da idade adulta em que o contacto exterior se impõem e os niveis de ansiedade aumentam. São as mais graves e com maiores hipoteses de se tornarem crónicas nomeadamente em situações esquizoides – com caracterrisaticas autistas e pensamento acentuadamente interpretativo- .
As restantes depressões que são reactivas a caracteristicas externas e que por vezes se perpectuam no tempo dão inicio com uma experiência relatada por todos os deprimidos:”Eu perdi”. Esta perda poderá ser de objecto externo como de amor um filho, um emprego, um estatuto ou de objecto interno, -“Eu perdi-me de mim próprio, isto é foram postas em, causa as minhas crenças os meus valores ou aquilo que eu sou.”
Esta situações aparecem da maneira mais dispare. Os lutos por muito preparados que sejam e que nós treinemos os nossos afectos nos relatos sádicos do que acontece aos outros: No Centro de Saúde morremos das mais variadas maneiras no discurso das outras pessoas, na consulta de gravidez os partos são terriveis e parece que há uma hora em todas as maternidades que o pessoal confraterniza longe das parturientes e as ignora durante horas, em todos os acidentes de carro que os condutores sãos e salvos abrandam a marcha para ver melhor do que se livraram...e todas as outras situações que nós podemos inventar. O certo é onde há conquista, há perda. Tudo tem um prazo: todos os filhos deixam de ser bébés e crescem e saem de casa, todas as paixões acabam mesmo que seja quando a morte os separa, todos nós envelhecemos e todos nós abandonamos e somos abandonados.
A Depressão como nosso testemunho é mesmo assim uma reacção maciça ao luto deixamos de ser a pessoa que eramos, no entanto a reconstrução e a trasformação é possivel com a intervenção médica psicológica e muitas vezes é também necessário uma intervenção social.
Estas depressões aparecem mais frequentemente no final da adolescência e inicio da idade adulta em que o contacto exterior se impõem e os niveis de ansiedade aumentam. São as mais graves e com maiores hipoteses de se tornarem crónicas nomeadamente em situações esquizoides – com caracterrisaticas autistas e pensamento acentuadamente interpretativo- .
As restantes depressões que são reactivas a caracteristicas externas e que por vezes se perpectuam no tempo dão inicio com uma experiência relatada por todos os deprimidos:”Eu perdi”. Esta perda poderá ser de objecto externo como de amor um filho, um emprego, um estatuto ou de objecto interno, -“Eu perdi-me de mim próprio, isto é foram postas em, causa as minhas crenças os meus valores ou aquilo que eu sou.”
Esta situações aparecem da maneira mais dispare. Os lutos por muito preparados que sejam e que nós treinemos os nossos afectos nos relatos sádicos do que acontece aos outros: No Centro de Saúde morremos das mais variadas maneiras no discurso das outras pessoas, na consulta de gravidez os partos são terriveis e parece que há uma hora em todas as maternidades que o pessoal confraterniza longe das parturientes e as ignora durante horas, em todos os acidentes de carro que os condutores sãos e salvos abrandam a marcha para ver melhor do que se livraram...e todas as outras situações que nós podemos inventar. O certo é onde há conquista, há perda. Tudo tem um prazo: todos os filhos deixam de ser bébés e crescem e saem de casa, todas as paixões acabam mesmo que seja quando a morte os separa, todos nós envelhecemos e todos nós abandonamos e somos abandonados.
A Depressão como nosso testemunho é mesmo assim uma reacção maciça ao luto deixamos de ser a pessoa que eramos, no entanto a reconstrução e a trasformação é possivel com a intervenção médica psicológica e muitas vezes é também necessário uma intervenção social.
Mas, quando temos um Anjo da Guarda que nos dá a mão, que nos ouve,que nos abraça, torna-se mais fácil e menos doloroso superar, os filhos que "voam", o amor que acaba, a "depresão". Bem haja Ana
ResponderEliminarIM