Em muitas situações amorosas há sempre alguém que pede um tempo. Esse tempo é angariado em nome da reflexão, balanços da relação, resoluções diferentes ou disponibilidade para se repensarem outras relações anteriores…
Frequentemente a parte depressiva e triste de cada um de nós não está presente na relação afectiva, sobretudo no apaixonamento em que o Outro nos parece fonte de alegria e satisfação sempre que está presente. Qualquer afastamento é sentido como uma “fome” e angustia que é facilmente resolvida com o reencontro. Quando a relação de apaixonamento se altera para se tornar uma relação amorosa e o nível de intensidade afectiva diminui para se tornar intimidade não temos medo de nos mostrar nus perante o outro, o que significa também mostrar a nossa parte mais frágil e triste, o que nos traz associações a outras relações e a outras situações em que nos sentimos de forma igual e não soubemos resolver quer por disponibilidade interna, quer por imaturidade.
Numa relação que funciona bem, o jogo da idealização é menor e o tempo de suspensão da dor depressiva é praticamente suprimido e mostramos mais como somos no real, isto é, mais misturados bons/maus.
Há determinadas situações que remetem para um balanço das pessoas que nós somos e isso inclui também as pessoas que amamos. Assim, é positivo que se respeitem os limites que cada um de nós pede à relação nomeadamente a pessoa ter o direito de dizer que está triste e que precisa de resolver a situação “sozinha”, sem que haja um massacre em nome da insegurança que o outro pode eventualmente sentir. Esta realidade é completamente diferente de pedir um tempo. Um tempo significa que eu preciso de uma reflexão longe da relação. As problemáticas da relação resolvem-se dentro da relação, exactamente como, não é porque estamos com dificuldades com os pais, não mudamos de casa. Se, se dá um tempo, significa sempre que alguém está numa espécie de prateleira enquanto o outro está a reflectir e na maior parte das vezes distante da própria relação. Nesta situação mais vale interromper a relação, ter a coragem de assumir que se vai dar uma volta e logo se vê se o Outro está disposto a receber alguém que foi dar uma volta.
Numa relação vivida com maturidade a expressão de tristeza e necessidade de estar sozinho deverá ser respeitada porque não é distante da intimidade construída. Um tempo é sempre eternizar a indecisão e temos que reflectir que é muito difícil estar em suspenso e dar um tempo enquanto outros se divertem longe. As dificuldades resolvem-se em casa.
Frequentemente a parte depressiva e triste de cada um de nós não está presente na relação afectiva, sobretudo no apaixonamento em que o Outro nos parece fonte de alegria e satisfação sempre que está presente. Qualquer afastamento é sentido como uma “fome” e angustia que é facilmente resolvida com o reencontro. Quando a relação de apaixonamento se altera para se tornar uma relação amorosa e o nível de intensidade afectiva diminui para se tornar intimidade não temos medo de nos mostrar nus perante o outro, o que significa também mostrar a nossa parte mais frágil e triste, o que nos traz associações a outras relações e a outras situações em que nos sentimos de forma igual e não soubemos resolver quer por disponibilidade interna, quer por imaturidade.
Numa relação que funciona bem, o jogo da idealização é menor e o tempo de suspensão da dor depressiva é praticamente suprimido e mostramos mais como somos no real, isto é, mais misturados bons/maus.
Há determinadas situações que remetem para um balanço das pessoas que nós somos e isso inclui também as pessoas que amamos. Assim, é positivo que se respeitem os limites que cada um de nós pede à relação nomeadamente a pessoa ter o direito de dizer que está triste e que precisa de resolver a situação “sozinha”, sem que haja um massacre em nome da insegurança que o outro pode eventualmente sentir. Esta realidade é completamente diferente de pedir um tempo. Um tempo significa que eu preciso de uma reflexão longe da relação. As problemáticas da relação resolvem-se dentro da relação, exactamente como, não é porque estamos com dificuldades com os pais, não mudamos de casa. Se, se dá um tempo, significa sempre que alguém está numa espécie de prateleira enquanto o outro está a reflectir e na maior parte das vezes distante da própria relação. Nesta situação mais vale interromper a relação, ter a coragem de assumir que se vai dar uma volta e logo se vê se o Outro está disposto a receber alguém que foi dar uma volta.
Numa relação vivida com maturidade a expressão de tristeza e necessidade de estar sozinho deverá ser respeitada porque não é distante da intimidade construída. Um tempo é sempre eternizar a indecisão e temos que reflectir que é muito difícil estar em suspenso e dar um tempo enquanto outros se divertem longe. As dificuldades resolvem-se em casa.
