"Sempre adorei o Natal, infelizmente desde há uns anos para cá toda a gente começou a queixar-se da febre do consumo.
Todos os meus amigos dizem que as crianças acham que o Natal se traduz em divulgações de supermercado em vez de escreverem uma carta ao Menino Jesus. Já não acreditam na magia do Natal. A ideia do renascimento, com cheiro de perú, e com o céu estrelado na noite de Natal."
A magia do Natal independentemente de crenças ou credos está na oportunidade de darmos presentes e partilharmos tempo e refeições com quem esteve na nossa vida ao longo desse ano. É a reafirmação dos laços entre as pessoas e o voltarmos a ser folclóricos, decorando a casa toda de encarnado e dourado. Repegamos em rituais de infância com o presépio, umas vezes com o menino já deitado nas palhinhas, outras com ele escondido no armário até ao dia de Natal. Faz-se doces com imenso colestrol, açucar e canela, com sabores de infância pesquisados em livros de receitas herdados ou copiados das nossas mães e reinventados nesta quadra. É impossível não ser contagiado por algumas pessoas, em que é a única altura do ano em que vão à escola dos filhos, numa atitude participante, assistir às canções ou aos teatros de Natal. Reinventam-se presentes e incentivam-se as crianças a partilharem esta intenção com os mais crescidos, presenteando ou enviando postais para as pessoas que lhe são queridas.
Claro que existem sempre os adultos que por uma razão ou outra sentem o Natal distante. O discurso é repetido "já não há Natal, as pessoas só pensam nos presentes, como é que alguém se enche de comida quando há tantos pobres...". Há no seu coração e na sua atitude uma vontade de mudança e de reaproximação da intenção genuína do Natal que é dar e receber Amor; o pretexto do Menino Jesus ter nascido para nos salvar é actualizado com o nascimento de cada criança em que são depositadas esperanças e sonhos de toda a família. Assim, propomos uma receita, não para que o Natal seja mágico, mas um pretexto para ele Ser:
- Receita de um autêntico Natal:
- Procure musgo no bosque ou floresta ao pé de si, as figuras do presépio escondidas na arrecadação e faça mesmo um presépio.
- Árvore de Natal: pinheiro, cameleira decorado com desenhos, chocolates, bolas ou fitas de embrulho; não esquecer de colocar o sapatinho na véspera de Natal.
- Visite ou telefone a alguém com quem não fale há muito tempo e que saiba que está sózinho.
- Faça ou compre um presente para uma criança que não tenha presentes.
- Celebre o facto de ter uma família, se envolver comida ainda melhor! E ponha a mesa bonita como se tivesse visitas.
- À noite, embrulhe os seus filhos em muitos casacos e veja as iluminações de Natal da sua cidade.
- Conte histórias dos seus natais, ou de natais inventados por si às crianças.
- No momento de abrir os presentes não se esqueça de compartilhar o amor que sente pelas pessoas que a rodeiam.
- E para terminar, não se esqueça que o Natal é quando o Homem quiser!
Comece já a praticar e...Bom Natal!